Consequências do recorde de calor nos oceanos

Moradores caminham em rua inundada de Suva, capital do Fiji/Foto: AFP

Mais um dado alarmante sobre o clima em 2020: segundo novo estudo, os oceanos do mundo atingiram no ano passado seu nível mais quente já registrado, o que contribui diretamente para a instabilidade climática global.

Publicada na revista Advances in Atmospheric Sciences, a pesquisa analisou dados sobre a temperatura oceânica até 2 mil metros de profundidade. Os pesquisadores estimaram que, no ano passado, os oceanos absorveram calor equivalente a cada pessoa na Terra operando 80 secadores de cabelo todos os dias ou a detonação de cerca de quatro bombas nucleares por segundo.

Mais de 90% do calor aprisionado pelos gases de efeito estufa no planeta são absorvidos pelos oceanos. Com a intensificação das emissões e, consequentemente, do efeito estufa, os oceanos estão absorvendo cada vez mais energia, o que se reflete em temperaturas mais altas.

Estimativas apontam que os cinco anos mais quentes já registrados pela ciência nos oceanos aconteceram desde 2015 e que a taxa de aquecimento desde 1986 tem sido oito vezes maior do que a observada entre 1960-1985.

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Tempestades mais intensas

“O aquecimento dos oceanos está criando tempestades mais poderosas, como o ciclone Yasa, que recentemente atingiu o Pacífico Sul”, explica no Guardian o cientista John Abraham, professor da Universidade de St. Thomas em Minnesota (EUA), um dos autores do estudo.

“Algumas áreas estão se tornando mais úmidas, com chuvas mais fortes e inundações. Simultaneamente, outras áreas estão se tornando mais secas, com ondas de calor mais intensas, secas e incêndios florestais”.

(Via ClimaInfo)

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