
Durante os meses de março e abril, o programa Ecofalante Educação realiza uma campanha especial de mostras de filmes dedicadas ao tema das águas, abordadas a partir de uma perspectiva socioambiental e educativa.
Iniciativa que celebra o Mês da Água e o Dia Mundial da Água (22 de março), ela se desenvolve por meio de parcerias institucionais estabelecidas nas esferas federal, estadual e municipal, articulando órgãos públicos, programas de educação ambiental, redes de ensino, escolas e outros espaços educativos em torno do cinema socioambiental.
A campanha reúne cinco mostras com curadorias personalizadas:
- Mostra CTV Ecofalante de Cinema: Cine Água (de abrangência nacional)
- Mostras de Cinema em parceria com a Agência Nacional das Águas (em Brasília)
- Mostra Ecofalante – Semana da Conscientização do Uso Sustentável da Água
(no Distrito Federal)
- Mostra de Cinema SEMIL Ecofalante: Mês da Água (no estado de São Paulo)
- Narrativas do Clima: uma mostra de filmes sobre os caminhos das águas (na cidade de São Paulo
Cinco mostras, diferentes redes e territórios
Com alcance nacional, a Mostra CTV Ecofalante de Cinema: Cine Água é desenvolvida em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio do Circuito Tela Verde (CTV). As sessões ocorrerão entre 22 de março e 4 de abril. A mostra disponibiliza quatro programas de filmes e mobiliza Salas Verdes, Espaços Exibidores do Circuito Tela Verde, Unidades de Conservação, Centros de Educação Ambiental do Ibama, escolas, universidades e demais instituições que atuam com Educação Ambiental. A ação reforça o papel do cinema na promoção da educação ambiental pública e em rede.
Realizado em parceria com a Agência Nacional das Águas (ANA), o evento conta com três cine debates ao longo do mês de março com sessões voltadas para estudantes e também para funcionários da ANA e ao público em geral. Estas atividades estão diretamente relacionadas com a campanha do Dia Mundial da Água, intitulada “Onde a água flui, a igualdade cresce”, que tem como tema central “Água e Gênero”, com foco na água potável e no saneamento como direitos humanos e elementos essenciais para a igualdade de gênero.
No Distrito Federal, a campanha se desdobra na Mostra Ecofalante – Semana da Conscientização do Uso Sustentável da Água, realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Integrada à programação da Semana da Conscientização do Uso Sustentável da Água, promovida entre 16 e 20 de março, a mostra oferece uma curadoria de filmes voltada a estudantes do Ensino Fundamental I e II, e do Ensino Médio. Os filmes permanecem disponíveis para exibição até 31 de março, ampliando as possibilidades do trabalho de educação ambiental na escola com o apoio do cinema.
Já a Mostra de Cinema SEMIL Ecofalante: Mês da Água é realizada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL) e acontece de 18 a 31 de março. Voltada aos municípios paulistas participantes do Programa Município VerdeAzul, a programação é organizada em dois programas de filmes, contemplando estudantes do Ensino Infantil, Fundamental, Ensino Médio, EJA e Ensino Superior. A iniciativa busca apoiar gestores e educadores na realização de sessões acompanhadas de conversas e atividades pedagógicas, fortalecendo a educação ambiental no âmbito municipal.
Na cidade de São Paulo, a mostra Narrativas do Clima: uma mostra de filmes sobre os caminhos das águas é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME SP). A ação acontecerá de 18 de março a 4 de abril, em escolas da rede municipal de todas as regiões da cidade, por meio das Diretorias Regionais de Educação (DREs), e também em escolas e equipamentos vinculados aos Centros Educacionais Unificados (CEUs), por meio das Divisão dos Centros Educacionais Unificados e da Educação Integral (DICEU). O recorte propõe aproximar os debates sobre clima, água e território das experiências urbanas vividas por estudantes e educadores da capital.
Sobre a curadoria
Para exibição nas cinco mostras, a Ecofalante está disponibilizando um total de 19 produções, realizadas entre 2011 e 2025. Estão presentes, além de obras brasileiras, também curtas-metragens da Bolívia e do México.
Os filmes abordam temáticas relacionadas à conservação, emergência climática, território, justiça socioambiental, sustentabilidade, questões urbanas, discussões raciais, gênero e sexualidade.
Entre os destaques, estão títulos premiados, como “A Menina e o Mar”, de Gabriel Mellin, eleito como melhor curta-metragem no Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro de 2024, e “Aurora – A Rua Que Queria Ser um Rio”, uma coprodução Brasil/Islândia dirigida por Radhi Meron que participou de mais de 120 festivais ao redor do mundo, acumulando mais de 20 prêmios e menções honrosas. Por sua vez, “Conexão Água”, de Flavio Barollo, foi atração na 14ᵃ Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Obras assinadas por cineastas de carreira reconhecida também estão presentes nesta curadoria. É o caso de “Chuva”, de Vanessa Fort, cujos trabalhos focam na criação de narrativas voltadas para infância, juventude e documentários. Assim como “Manual das Crianças Huni Kuĩ: Dia de Pesca e de Pescador”, da diretora Mari Correa, que desenvolve projetos de formação audiovisual como ferramenta de valorização cultural dos povos indígenas.
Embora partilhem um eixo temático comum, as ações foram desenhadas a partir das características de cada parceria, com curadorias específicas, diferentes formatos de adesão e recortes voltados aos contextos de atuação de cada rede.
A curadoria parte do entendimento de que a água é um tema central para pensar os desafios contemporâneos relacionados à crise climática, à preservação dos ecossistemas, ao uso sustentável dos recursos naturais, à desigualdade no acesso aos bens comuns e às relações entre território, vida cotidiana e justiça socioambiental. Por meio de sessões de cinema, debates e atividades pedagógicas, a campanha busca ampliar o repertório, estimular a reflexão crítica e fortalecer práticas educativas conectadas às realidades locais.
Sobre a plataforma Ecofalante Play
Através da plataforma Ecofalante Play, educadoras(es) de instituições educacionais de todo o país podem participar da campanha que celebra o Mês da Água e o Dia Mundial da Água, organizando sessões educacionais em escolas e/ou universidades.
A Ecofalante Play é uma plataforma de streaming gratuita e educacional, focada em cinema socioambiental e de direitos humanos, voltada para professoras(es) e instituições de ensino.
Para facilitar o processo de pesquisa, o programa Ecofalante Educação organizou um catálogo de filmes abordando esta temática da água. É possível acessar o acervo gratuitamente através da plataforma [https://play.ecofalante.org.br/] e solicitar sessões.
Sobre a campanha no Mês da Água e Dia Mundial da Água
Realizada no contexto do Mês da Água e do Mundial da Água, a iniciativa reforça a importância de tratar o tema de forma transversal na sociedade, convidando escolas, gestores, instituições e comunidades – adultos, jovens e crianças – a refletirem sobre a água não apenas como recurso natural, mas como dimensão essencial da vida coletiva e do futuro comum.
Apesar das singularidades de cada mostra, todas partem da premissa de que o cinema é uma arte capaz de sensibilizar e nos aproximar de temas complexos e urgentes, criando condições para experiências coletivas de reflexão, debate, aprendizagem e imaginação de outros mundos possíveis. Em vez de se limitar à exibição dos filmes, a campanha estimula a realização de conversas e atividades que ampliem os sentidos das obras e favoreçam sua apropriação pelos diferentes públicos.
Ao articular redes públicas de diferentes contextos, a campanha conecta políticas, programas, escolas e territórios diversos em torno de uma agenda comum de educação ambiental. O resultado é uma ação descentralizada, com ampla capilaridade institucional e territorial, que amplia o acesso de estudantes e professores ao cinema brasileiro e internacional, e estimula práticas pedagógicas voltadas à reflexão crítica sobre água, clima e sustentabilidade.
Sobre o Ecofalante Educação
O Ecofalante Educação é um programa que leva o cinema e o audiovisual para dentro de escolas e universidades de todo o Brasil, com foco em temas ligados ao meio ambiente, aos direitos humanos e à sustentabilidade.
Por meio de curadorias temáticas de filmes, sessões seguidas de debate e mediação, formação de educadores, desenvolvimento de materiais pedagógicos, criação de disciplinas e projetos de extensão, e oficinas com estudantes, o programa promove a integração entre educação e cultura, incentivando o pensamento crítico e o engajamento socioambiental de estudantes e educadores de diferentes níveis e modalidades de ensino.
Seu acervo é disponibilizado gratuitamente na plataforma de streaming educacional Ecofalante Play, que reúne filmes e materiais voltados ao trabalho pedagógico com o audiovisual, em diálogo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com as demandas dos territórios e das comunidades.
O programa atua em rede, estabelecendo parcerias em nível federal, estadual e municipal por meio de acordos de cooperação com órgãos públicos, universidades, institutos federais, escolas de educação básica e outras instituições culturais e educativas em diferentes regiões do país. Cada parceria é desenvolvida em diálogo com as diretrizes e especificidades de cada instituição envolvida, respeitando sua autonomia e contribuindo para o fortalecimento de seu papel social e educativo.
O programa Ecofalante Educação é viabilizado por meio do Ministério da Cultura e do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (PROMAC). A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante, Governo do Município de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e Governo Federal.
Serviço:
Mostra CTV Ecofalante de Cinema: Cine Água
22 de março a 4 de abril
Espaços educativos de diferentes regiões do país ligados ao Circuito Tela Verde (MMA)
Mostra de Cinema SEMIL Ecofalante: Mês da Água
18 a 31 de março
Municípios participantes do Programa Município VerdeAzul (SEMIL)
Narrativas do Clima: uma mostra de filmes sobre os caminhos das águas
21 de março a 14 de abril
escolas da rede municipal de São Paulo
Mostra Ecofalante – Semana da Conscientização do Uso Sustentável da Água
até 31 de março
escolas da rede pública do Distrito Federal
Mostras de Cinema em parceria com a Agência Nacional das Águas (ANA)
26 de março, no Auditório Flávio Terra Barth da ANA
27 de março, para estudantes do Programa Adasa
27 de março, no Auditório Flávio Terra Barth da ANA para estudantes do Fund II
DADOS SOBRE OS FILMES
“A Menina e o Mar” (Brasil, 2022, 18 min) – dir: Gabriel Mellin
O filme conta a história do encontro de duas crianças, um menino e uma menina, que possuem formas completamente diferentes de enxergar o mundo. Ele, com medo do que as águas do mar podem trazer, e ela, que encontra poesia em cada grão de areia, aprendem juntos, que para apreciar a vida, basta se entregar aos sentidos. É nessa conexão que nasce uma história de superação, lições e uma experiência transformadora.
“Abuela Grillo” (Bolívia, 2012, 13 min) – dir: Denis Chacon
Uma história contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia. Dizem eles que, no princípio, havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Ela era a dona da água e, por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava.
“Águas Turvas” (Brasil, 2023, 7 min) – dir: Gabriel Panazio e Kleber Leão
Localizada na famosa Baía de Guanabara, a Z10 é uma das mais antigas e tradicionais colônias de pesca do país. Neste documentário, acompanhamos a história de Zezinho, um pescador desta comunidade histórica, cuja vida é drasticamente alterada pela crescente poluição marinha. Com a diminuição dos peixes, Zezinho e seus colegas enfrentam uma crise de sustento e identidade. Numa reviravolta inspiradora, eles reinventam suas práticas, transformando-se de pescadores em guardiões do oceano. Ao ‘pescarem’ lixo, não apenas encontram um novo meio de subsistência, mas também emergem como figuras centrais na luta pela preservação ambiental. Este curta-metragem é uma jornada visual e emocional, destacando a resiliência humana diante de adversidades ambientais, e a capacidade da comunidade de encontrar soluções criativas para problemas globais.
“Aurora – A Rua Que Queria Ser um Rio” (Brasil/Islândia, 2021, 10 min) – dir: Radhi Meron
Animação. Se as ruas pudessem falar, o que diriam? Aurora é uma triste e solitária rua de uma grande cidade. Em um dia de chuva forte, ela relembra sua trajetória, sonha com o futuro e se pergunta: é possível uma rua morrer.
“Barra Nova” (Brasil, 2022, 11 min) – dir: Diego Maia
Barra Nova é uma praia no Nordeste do Brasil onde rio e mar se encontram e transformam a paisagem diariamente. É um mergulho no ciclo da vida pelo ponto de vista de uma garotinha.
“Chuva” (Brasil, 2025, 3 min) – dir: Vanessa Fort
Por meio de seus desenhos, Aurora mostra onde vivia com a família até que um dia veio uma tempestade que colocou medo em todos. Com a ajuda de várias pessoas, ela e sua família estão reconstruindo sua casa e sua comunidade.
“Conexão Água” (Brasil, 2024, 11 min) – dir: Flavio Barollo
Documentário que parte da existência de um córrego urbano soterrado na cidade de São Paulo, o Água Preta, para estabelecer conexões espaciais, ambientais e humanas promovidas pela água: São Paulo e Buenos Aires, estudantes e moradores em situação de rua, escassez e abundância. Uma aula em uma viela, uma nascente que forma um lago e o encontro com a realidade de quem não tem teto e consequentemente não tem torneira. “Conexão Água” é um chamado à consciência socioambiental e à ação comunitária.
“Das Crianças para o Mar” (Brasil, 2025, 7 min) – dir: Felipe Barquete
Para as crianças da comunidade da Penha (PB), o mar não apenas quebra na areia; ele sente, canta e conta histórias para quem sabe ouvir.
“Entre Rios” (Brasil, 2011, 30 min) – dir: Caio Silva Ferraz
O documentário conta a história da cidade de São Paulo sob a perspectiva de seus rios e córregos. Entre Rios fala sobre o processo de transformação sofrido pelos cursos d’água paulistanos e as motivações sociais, políticas e econômicas que orientaram a cidade a se moldar como se eles não existissem.
“São Paulo Pede Água – episódio 1: História do Abastecimento de Água em São Paulo” (Brasil, 2025, 26 min) – dir: Sérgio Gag
Desde as primeiras fontes e chafarizes que abasteciam a pequena vila colonial até os complexos sistemas que hoje sustentam uma das maiores metrópoles do mundo, este episódio percorre a
história do abastecimento de água em São Paulo e revela como o acesso à água moldou a expansão urbana, a saúde pública e as desigualdades sociais da cidade. Ao longo do tempo, rios foram canalizados, nascentes desapareceram e grandes obras de engenharia transformaram paisagens inteiras para garantir água a uma população em crescimento acelerado. Entre períodos de abundância e crises hídricas marcantes, o episódio mostra como decisões técnicas, políticas e econômicas definiram quem teve — e quem ainda tem — acesso à água.
“La Bolsita de Agua Caliente” (México, 2024, 8 min) – dir: Yuliana Brutti
Catalina descobre que o que ela achava que seria a noite mais entediante de sua vida acaba se transformando na melhor aventura de todas. A relação com sua avó abre a porta para um mundo maravilhoso, na forma de uma gigantesca bolsa de água quente vermelha.
“Lagrimar” (Brasil, 2024, 14 min) – dir: Paula Vanina
Sozinha e rodeada pela seca, Joana é uma menina que vive em busca de água.
“Lulina e a Lua” (Brasil, 2023, 14 min) – dir: Alois Di Leo e Marcus Vinícius Vasconcelos
Lulina desenha seus maiores medos sobre o branco infinito do solo da Lua. Magicamente, suas ilustrações ganham vida, revelando que os monstros que assombram seus pensamentos são, na verdade, menos aterrorizantes do que a sua imaginação os pintava.
“Manual das Crianças Huni Kuĩ: Dia de Pesca e de Pescador” (Brasil, 2020, 4 min) – dir: Mari Correa
Crianças vão pescar e brincar.
“Maré Braba” (Brasil, 2023, 7 min) – dir: Pâmela Peregrino
Ela, que conecta a todos pelas suas águas, observa e opera as mudanças decorrentes do aquecimento global. O povo à beira-mar é o primeiro a sentir suas agitações e mudanças de humor. Ela sabe que os humanos estão se movendo para frear essas mudanças. Assim como ela sabe, que repetem uma antiga saga: alguns poucos prevalecendo sobre o grande restante, aprofundam os problemas criados por eles mesmos.
“Para Pirapetinga” (Brasil, 2019, 14 min) – dir: Felipe Barquete
Entre o silêncio das memórias e o ruído do progresso, os estudantes de Pirapetinga (MG) escrevem uma carta de denúncia e esperança pela cura do rio da cidade e o renascimento do seu guardião, o Peixe Branco.
“Rio de Memórias” (Brasil, 2019, 4 min) – dir: Felipe Barquete
As crianças do quilombo Gurugi-Ipiranga (Conde/PB) te convidam para uma imersão audiovisual nos rios e nas memórias da comunidade sobre um modo de vida integrado com a natureza.
“Rio Tamanduateí” (Brasil, 2022, 5 min) – dir: jovens participantes do Projeto de Educomunicação Água, Câmera e Ação, equipe técnica do Instituto Social Cultural Brasil e Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (SEMASA)
Filme desenvolvido no estilo de um documentário com encenação, com personagens que trazem reflexões sobre o Rio Tamanduateí. Um diálogo entre uma professora, que teve contato com o rio antigamente e uma aluna, que curiosa busca entender o contraste do rio ontem e hoje. Tem como base a importância do Rio Tamanduateí e uma breve história dentro do aspecto do sistema hídrico.
“Uma Menina, um Rio” (Brasil, 2025, 7 min) – dir: Renata Martins Alvarez
Seguindo o fluxo incessante de um rio, uma menina inicia sua jornada de descobertas ao acompanhar suas águas. A cada passo, o curso do rio reflete sua própria transformação: da infância à adolescência, da juventude à maturidade. Entre brincadeiras, encantamento e encontros, ela testemunha a abundância da natureza, a força da fertilidade, os sinais do tempo e do desgaste da vida. O peso das memórias, assim como os resíduos que marcam o rio, se acumulam. Ao final do percurso, já idosa, entrega-se ao oceano, encerrando o ciclo da existência com a serenidade de quem se deixa levar pela correnteza, ciente de que o mar é o destino de todas as coisas.






