O que acontece com as embalagens do seu presente? 

Com 80% dos brasileiros dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis, o Natal se torna janela para repensar consumo e reciclagem/Foto: Divulgação/Pexels

Com a chegada das festas de fim de ano, aumentam também as compras, os embrulhos elaborados e, junto deles, uma avalanche de resíduos descartados quase no mesmo instante em que os presentes são abertos. Para ajudar quem quer celebrar sem pesar no planeta, a eureciclo reúne dicas simples, e surpreendentes, para deixar o Natal mais sustentável, mostrando que pequenas escolhas podem transformar a rotina das festividades.

As embalagens compõem uma parte significativa do lixo gerado, principalmente nas festas de final de ano, o que convida a pensar o impacto de tudo isso. De acordo com pesquisa do Instituto Ilumeo, encomendada pela eureciclo, 80% dos entrevistados consideram essencial que produtos tenham certificação ambiental, e 79% acreditam que os selos são fundamentais para garantir processos de reciclagem eficazes. Além disso, 75% dos consumidores conhecem o selo eureciclo.

Mudanças nas embalagens
A geração de resíduos de uso único é um dos maiores desafios desta época, especialmente com papéis de presente que, muitas vezes, acabam no lixo logo após a abertura, muitos deles plastificados ou metalizados, o que praticamente impossibilita a reciclagem do material por cooperativas.

Para combater esse desperdício e fomentar a circularidade, a substituição de embrulhos tradicionais por ecobags ou tecidos — inspirada na técnica japonesa furoshiki — oferece uma solução prática e duradoura. Ao transformar a embalagem em parte do presente, prolonga-se a vida útil do material, evitando o descarte imediato.

Essa lógica de reutilização reduz a pressão sobre os sistemas de coleta urbana e diminui a pegada de carbono associada à produção de novos papéis e plásticos, e de “brinde”, ainda dá ao presenteado, uma nova sacola para ir às compras ou um novo tecido para usar como decoração ou pano de mesa.

Decoração e presentes que fecham o ciclo
A sustentabilidade também deve permear a decoração e a escolha dos materiais, privilegiando itens que possam ser reciclados infinitamente ou reintegrados à natureza. O vidro, por exemplo, presente em compotas e bebidas, é um material que pode ser reciclado infinitas vezes sem perda de qualidade. Incentivar presentes autorais, feitos à mão, ou o uso de materiais recicláveis na decoração, como o uso de plásticos reciclados ou itens naturais, não apenas reduz custos, mas educa para a valorização do resíduo como recurso.

“O espírito natalino é, por essência, um convite à renovação, e acreditamos que esse olhar deve se estender também à nossa relação com o consumo e o descarte. O futuro das celebrações passa por escolhas que entregam afeto sem gerar passivos ambientais — seja ao optar por uma embalagem reutilizável ou ao priorizar marcas que investem na recuperação de embalagens e reciclagem. Essa postura mostra que é possível manter a magia e a estética das festas integrando a sustentabilidade à tradição. Afinal, cada decisão consciente na gôndola é um impulso real para a economia circular e para o legado ambiental que deixaremos para os próximos anos”, afirma Marcella Buenos, diretora de Economia Circular da eureciclo.

Consumo com propósito
O primeiro passo para transformar o impacto das festas começa antes mesmo da troca de presentes: está na escolha de quem produz. Repensar o ato de presentear envolve priorizar marcas que possuem metas claras de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Ao optar por produtos que estampam o selo eureciclo ou outros selos de certificação de reciclagem em seus rótulos, o consumidor não está apenas adquirindo um bem, mas garantindo a recuperação das embalagens. Isso significa financiar diretamente a cadeia de reciclagem, assegurando que um volume equivalente de material seja reinserido no ciclo produtivo, fortalecendo as centrais de triagem e reduzindo a extração de recursos virgens.

Com essas iniciativas, convida–se marcas e consumidores a repensarem o impacto de cada detalhe que envolve a celebração natalina. Ao adotar essas práticas, o Natal deixa de ser uma data de celebração tão marcada pelo consumo e enorme geração de resíduos, para se tornar um motor de economia circular, sustentabilidade, solidariedade e cuidado mútuo com nosso planeta. E ainda serve de exemplo para as crianças!

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