
Conferência na Armênia avaliará avanços na implementação do Marco Global de Kunming-Montreal
A proteção da biodiversidade terá um novo momento de avaliação internacional neste mês. Entre 19 e 30 de outubro, Yerevan, capital da Armênia, receberá a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17).
O encontro marcará a primeira revisão global dos avanços coletivos na implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. A conferência ocorrerá junto às reuniões dos protocolos de Cartagena, sobre biossegurança, e de Nagoya, sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios.
Entre os compromissos do marco está conservar, até 2030, pelo menos 30% das áreas terrestres e de águas interiores e 30% das áreas marinhas e costeiras. A meta exige que a proteção seja acompanhada de gestão efetiva, conectividade entre ambientes e respeito aos direitos dos povos indígenas e das comunidades locais.
Espécies e ecossistemas
Isso significa que ampliar a extensão protegida precisa produzir resultados para espécies e ecossistemas. A orientação da convenção também destaca a necessidade de recursos, monitoramento e participação das populações afetadas nas decisões.
Outro compromisso prevê colocar pelo menos 30% das áreas de ecossistemas degradados sob restauração efetiva até 2030.
Como a recuperação pode levar muitos anos, a meta considera o início de ações adequadas, financiadas e acompanhadas ao longo do tempo.
A restauração deve recuperar funções ecológicas e favorecer a biodiversidade. Sua possibilidade futura também não deve servir de justificativa para degradar novas áreas, ressalta a orientação oficial.
Para o Brasil, o balanço abre espaço para acompanhar como conservação e restauração se traduzem em resultados nos diferentes biomas. A avaliação internacional permitirá discutir a distância entre os compromissos assumidos e as medidas necessárias para cumpri-los.






