“Energias Renováveis alimentam a paz global”, defende Greenpeace

Intervenção na praia de Santa Marta durante a Conferência sobre Transição Energética © Sergio Calderón Cortés/Greenpeace
Intervenção na praia de Santa Marta durante a Conferência sobre Transição Energética/Foto: © Sergio Calderón Cortés/Greenpeace

Para chamar a atenção dos cerca de 60 países que estão reunidos nesta semana em Santa Marta, na Colômbia, para a Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, ativistas do Greenpeace formaram frases gigantes em uma das praias da cidade com as mensagens: “Renewables Power Peace” (Energias Renováveis impulsionam a Paz, em tradução literal), se referindo aos atuais conflitos globais, e “End Fossil Fuel” (fim dos combustíveis fósseis).

Em meio ao cenário de crise energética global causada pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, a manifestação do Greenpeace em Santa Marta serve como um lembrete de que o “porto seguro” e estabilidade global devem ser construídos sobre bases sustentáveis, energias renováveis e o fim dos combustíveis fósseis. 

O porta-voz do Greenpeace Austrália Pacífico, Shiva Gounden, destaca:

“Enquanto guerras ilegais e jogos de poder político sufocam o fornecimento mundial de energia, a Conferência de Santa Marta surge como um momento histórico e um ponto de virada nas discussões sobre transição. É, também, uma oportunidade para traçarmos um caminho para nos libertarmos do domínio dos combustíveis fósseis e fazer a transição para energias renováveis e produzidas localmente. O atual momento de crises e conflitos globais nos mostra que a transição não é mais uma necessidade climática apenas, é também o caminho para a paz e a segurança energética, e para um futuro seguro para as comunidades em todo o mundo”. 

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Ação do Greenpeace na praia de Santa Marta durante a 1ª Conferência sobre Transição Energética/© Sergio Calderón Cortés/Greenpeace

A ação também alertou que a Amazônia não pode se tornar a nova fronteira global de exploração de gás e petróleo. Uma transição justa para longe dos combustíveis fósseis deve ser construída com, por e para as pessoas dessa região.

A especialista em políticas climáticas do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo, afirma: “As discussões em Santa Marta devem fornecer insumos para a elaboração do ‘Mapa do Caminho para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis’, liderado pela Presidência da COP30. Este documento será de suma importância para oferecer um roteiro aos países sobre como impulsionar a transição para um novo sistema que, em vez de reproduzir os atuais modelos extrativistas coloniais, proteja as pessoas e o meio ambiente e beneficie as comunidades e territórios locais, principalmente no Sul Global, onde estão os mais impactados pela crise climática”. 

O Greenpeace apresentou aos governos que estarão presentes em Santa Marta, assim como à Presidência da COP30, uma nota técnica elaborada pela organização com recomendações sobre como acelerar a transição energética, com ações prioritárias para 2026 e para a COP31, que será realizada em novembro, na Turquia.  

“Para todos os países, a suspensão imediata da expansão da produção de combustíveis fósseis é um passo prioritário para colocar a transição em prática. Além de urgente, a transição também precisa ser justa, com medidas que garantam o respeito aos direitos humanos, a manutenção dos empregos, a resiliência, o acesso equitativo à energia e a participação das pessoas. A forma como financiaremos a transição para longe dos combustíveis fósseis determinará se esta será rápida, justa e equitativa. Para isso acontecer, será necessário que os países desenvolvidos forneçam financiamento de qualidade e adequado aos países em desenvolvimento”, explica Cárcamo.

A nota técnica na íntegra pode ser lida aqui.

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