
O fortalecimento do trabalho dos catadores e o incentivo à organização coletiva marcaram mais uma etapa das ações socioambientais desenvolvidas pelo Village Itaparica. Na quarta-feira, 15 de abril, a agenda ASG do empreendimento multipropriedade promoveu o sexto encontro formativo voltado aos Catadores Parceiros, iniciativa que busca reconhecer e ampliar o papel desses trabalhadores na mitigação dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos.
A atividade integra um ciclo de formações continuadas que vai além da qualificação técnica, ao incorporar temas relacionados a direitos, segurança e valorização profissional. Nesta edição, o encontro teve como tema “A importância do trabalho coletivo e do associativismo para os catadores”, destacando a organização como caminho para o fortalecimento da categoria e melhoria das condições de trabalho.
Ao longo da formação, foram abordados conteúdos diretamente ligados à realidade dos participantes, como primeiros socorros, previdência social, saúde do trabalhador, prevenção de acidentes, saúde mental e bem-estar. Também foram discutidas boas práticas na coleta, armazenamento e manejo de resíduos, com foco na agregação de valor aos materiais recicláveis e na ampliação das possibilidades de comercialização.
Agentes ambientais estratégicos
A condução da atividade foi feita por Adriana Muniz, gestora da agenda ASG do Village Itaparica, que destacou a importância de reconhecer os catadores como agentes ambientais estratégicos.
“Ninguém cresce sozinho. Quando os catadores entendem a força que têm juntos, eles deixam de ser invisíveis e passam a ocupar o espaço que merecem, com mais dignidade, reconhecimento e melhores condições de trabalho”, afirma.
A percepção sobre a importância do trabalho coletivo também é compartilhada pelos próprios participantes. “Eu trabalho com reciclagem de papel, plástico, ferro e alumínio e me sinto bem com essa parceria. Trabalhar em grupo é importante porque um só não faz nada. Quando junta dois, três, quatro, aí já é alguma coisa, e o grupo vai crescendo e melhorando para todo mundo”, afirma Manoel Dionísio dos Santos, conhecido como Dió da sucata, catador e integrante da ação.
Para Adriana Muniz, o processo formativo contribui para fortalecer não apenas a atividade, mas também o reconhecimento social dos catadores. “Quando investimos em formação, escuta e organização coletiva, ampliamos as possibilidades desses trabalhadores atuarem com mais segurança, autonomia e valorização, ao mesmo tempo em que fortalecemos uma cadeia que é essencial para a sustentabilidade”, destaca.






