Entenda como o desperdício de alimentos amplia as emissões de metano e agrava a crise climática

Pnuma destaca prevenção do desperdício e destinação adequada dos resíduos como caminhos para reduzir o impacto ambiental

Mais de um bilhão de refeições deixam de ser consumidas diariamente no mundo. O descarte representa um problema de segurança alimentar e também contribui para o aquecimento global, alertou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em publicação de 28 de setembro.

Quando alimentos se decompõem em aterros sem acesso ao oxigênio, produzem metano, um gás de efeito estufa 21 vezes mais nocivo que o CO2 (dióxido de carbono). Segundo o organismo, perdas e desperdício de alimentos estão associados a até 10% das emissões globais.

O peso das residências nesse problema é expressivo. O Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos 2024, usado como referência pelo Pnuma, aponta que os domicílios respondem por aproximadamente 60% do desperdício contabilizado entre famílias, serviços de alimentação e varejo. O levantamento reforça a importância de medir o descarte para orientar ações e acompanhar resultados.

A prioridade indicada pelo Pnuma é impedir que alimentos próprios para consumo cheguem ao lixo. Para os resíduos inevitáveis, a separação e a compostagem adequada podem reduzir a formação de metano.

O Brasil participa da iniciativa internacional Food Waste Breakthrough, que busca reduzir o desperdício pela metade até 2030. No Rio de Janeiro, o Pnuma também trabalha com escolas, comunidades, autoridades municipais e empresas de alimentação para enfrentar o problema.

A prevenção precisa acompanhar os alimentos desde a compra até o consumo. Planejar quantidades, aproveitar produtos antes que estraguem e melhorar a gestão de estoques são medidas que aproximam a agenda climática da rotina de famílias e negócios.

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